Armando Nogueira foi responsável pela implantação do jornalismo na Rede Globo, com destaque para a criação do Jornal Nacional, primeiro jornal com transmissão em rede e ao vivo da história da televisão brasileira. Texto requintado, obsessão pela qualidade jornalística e grande capacidade de liderança foram algumas das muitas qualidades de Armando, que unanimemente era tratado pelos colegas de profissão como Mestre.
Mas sua paixão sempre foi o esporte, em especial o futebol. A partir de 1954, esteve presente na cobertura todas as Copas do Mundo e, desde 1980, de todos os Jogos Olímpicos.
No início de 1990, Nogueira deixou a TV Globo para se dedicar ao jornalismo esportivo. Foi comentarista do programa Cartão Verde, da TV Cultura, entre 1992 e 1993; e da TV Bandeirantes, de 1994 a 1999. No SporTV, canal da Globosat, participou em programas de 1995 a 2007. Mantinha uma coluna reproduzida em 62 jornais brasileiros, um programa no canal por assinatura SporTV, um programa de rádio e um sítio na Internet. Era também proprietário da Xapuri Produções, que faz vídeos institucionais para empresas, para as quais também profere palestras motivacionais. Escreveu dez livros, todos sobre esportes. Um grande cronista.
Veja seus 10 livros:
- Drama e Glória dos Bicampeões (em parceria com Araújo Neto)
- Na Grande Área
- Bola na Rede
- O Homem e a Bola
- Bola de Cristal
- O Vôo das Gazelas
- A Copa que Ninguém Viu e a que Não Queremos Lembrar (em parceria com Jô Soares e Roberto Muylaert)
- O Canto dos Meus Amores
- A Chama que não se Apaga
- A Ginga e o Jogo
Veja algumas frases marcantes do "mestre":
“Para entender a alma do brasileiro é preciso surpreendê-lo no instante de um gol”;
”Pelé é tão perfeito que, se não tivesse nascido gente, teria nascido bola”;
”Choramos a alegria de uma campanha admirável em que o Brasil fez futebol de fantasia fazendo irmãos em todos os continentes” (sobre a Copa de 70);
”Deus é esférico” (Sobre a sagrada bola de futebol que arrebata multidões de emoção);
”A tabela de Pelé e Tostão confirma a existência de Deus” (sobre a troca de passes entre dois gênios);
”A bola é uma flor que nasce nos pés de Zico, com cheiro de gol” (sobre Zico);
”Heróis são reféns da glória. Vivem sufocados pela tirania da alta performance” (sobre os ídolos).
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Uma simples homenagem a alguem muito grande, se não fosse por ele, esse e varios outros veiculos de comunicação poderiam não existir, alguem que revolucionou a história do jornalismo brasileiro, alguem que era um grande torcedor do Botafogo, e claro, uma pessoa que fazia do futebol um grande poema.
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Seu nome sempre será lembrado, como: Mestre, Armando Nogueira. Descanse em paz.
De 1927 a 2010.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Deixe sua opnião.